'Vacina para covid-19 não causa AIDS', reforça UNAIDS, programa da ONU sobre HIV/AIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) rebateu a informação falsa divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro durante uma live, na última semana, de que a vacina contra a covid-19 causa AIDS. Segundo o programa, não há evidência científica que associe a imunização completa ao aumento dos riscos de adoecer em decorrência da AIDS. 

O UNAIDS também lembrou que as vacinas aprovadas pela Anvisa e disponíveis no SUS são a forma mais eficaz de controle da pandemia de covid-19. A orientação corrobora com uma Nota Técnica emitida pelo Ministério da Saúde no início do mês, que orienta todas as pessoas que vivem com HIV e tenham tomado a 2ª dose em 28 dias ou mais a buscar a dose de reforço.

Nota do UNAIDS

O UNAIDS liberou uma nota no domingo (24) para reforçar que as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) são a forma mais eficaz de controle da pandemia de COVID-19.

O Programa da ONU aconselha todas as pessoas que vivem com HIV e tenham tomado a 2ª dose em 28 dias ou mais a buscar a dose de reforço, disponível em um posto de saúde mais próximo à sua residência. A mesma orientação foi emitida pelo Ministério da Saúde em uma Nota Técnica no início deste mês. 

No comunicado, o UNAIDS também enfatizou que não há evidência científica que associe a imunização completa ao aumento dos riscos de adoecer em decorrência da AIDS. "As formas de transmissão do HIV são bem conhecidas e detalhadas em literatura médica disponível e a vacina não é uma forma de transmissão possível", reforçou o Programa da ONU. 

"Reforçamos que o estigma e a discriminação relacionados ao HIV são um dos combustíveis da desigualdade e ainda hoje são a maior barreira de acesso a todas as tecnologias biomédicas disponíveis em território nacional", escreveu o UNAIDS.

Prevenção 

O Programa informou também que prevenir AIDS é possível por meio de um diagnóstico e de agir para iniciar o mais rápido possível o tratamento com medicamentos antirretrovirais. Ao alcançar a supressão viral, conhecida como carga viral indetectável, a quantidade de vírus existente no organismo baixa ao ponto de se tornar intransmissível. A pessoa vivendo com HIV pode e deve, portanto, levar uma vida saudável, livre de preconceitos e estigmas.